segunda-feira, 30 de maio de 2011

Informes Fórum dos Técnicos

Prezados servidores e representantes técnicos,

Hoje (30/05) em reunião do Fórum dos Técnicos com objetivo de unificar a luta da categoria foram tomadas as seguintes definições:


As 04 Universidades Estaduais realizarem Assembléias da Categoria até 07/06 buscando aprovar o seguinte calendário:


Datas das Paralisações e discussões a serem realizadas nos seguintes dias:

09/06 – importância da greve / recomposição salarial / servidores em estágio probatório x Greve;

15/06 – relotados / auxiliares;

28/06 – planserv / abono pecuniário (venda de férias) / Auxílio Alimentação;

07/07 – pauta interna da categoria a ser definida.


14/07 - Assembléia nas 4 Universidades com a seguinte pauta:

Informes;
Avaliação do Movimento - Resposta do Governo do Estado;
Indicativo de greve;
O que Ocorrer

18/07 – reunião do Fórum dos Técnicos em Salvador.

Ofício encaminhado ao Governo do Estado

Está sendo encaminhado ofício ao Governador do Estado, com cópia para as Secretarias de Educação, Administração e Casa Civil com o seguinte teor:

Visando prosseguir com as discussões sobre a Categoria dos Técnicos das Universidades Baianas e considerando os ofícios já enviados, vimos reiterar a solicitação da abertura da mesa para negociação da seguinte pauta:
1.      Propostas de regulamentação da Lei 11.375/2009 discutidas pelos RH’s e Sindicatos da Categoria, já encaminhadas a SAEB;
2.      Recomposição Salarial;
3.      Processo 0200090250611, referente ao enquadramento dos servidores relotados na Estaduais Baianas – cópia em anexo;
4.      Situação dos Auxiliares Administrativos.
Vale salientar, que os analistas e técnicos já podem requerer mudanças de referência e em função da não regulamentação da Lei, não estão solicitando, ficando na mesma situação das Lei 5.835/1990 e da Lei 8.889/2003.
Informamos ainda, que os técnicos das UEBA’S estão há dois meses em constante processo de mobilização e paralisações semanais, com iminência de Greve. Diante do exposto, solicitamos que até 05 de julho de 2011 tenhamos resposta em relação a nosso pedido.
      Em anexo, encaminho outras cartas de discussão do Fórum dos Técnicos e solicitações anteriores da mesa de negociação.

Datas Assembléias das IES já definidas
Assembléia da UEFS
Data: 01 de Junho
Local: Auditório I - Módulo I
Pauta:
informes;
São João;
Mobilização (Vestibular e Calendário Unificado);
Indicativo de Greve;
O que ocorrer.

Assembléia da UESC
Data: 06 de Junho
Pauta: Calendário Unificado

Assembléia da UNEB
Data: 07 de Junho
Pauta: Calendário Unificado

Qualquer Dúvida entrar em contato com seu Sindicato.

Atenciosamente,

Deibson de Souza Cavalcanti
Coordenador Geral SINTEST UEFS / UNEB
Presidente do Fórum dos Técnicos
(75) 88065284 / 99204840

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Programação do SINTEST


27/05 (Sexta - Feira)
Paralisação dos técnicos;
Atividade: Ato Público em Frente a Direc (ao lado do Colégio Luís Eduardo Magalhães) - Em conjunto com o professores
Horário: 09:00
Contamos com a participação de todos.

30/05 (Segunda - Feira)
Atividade: Reunião do Fórum dos Técnicos, aberta a participação de todos os servidores, para definirmos nova solicitação da mesa de negociação e prazo de resposta do governo, bem como atividades conjuntas das 4 Estaduais.
Local: Auditório I - Módulo I
Horário: 08:30h

01/06 (Quarta - Feira)
Assembléia da Categoria
Local: Auditório I - Módulo I
Horário: 09h
Pauta:
Informes;
São João;
Mobilização
Indicativo de greve
O que ocorrer.


Atenciosamente,

Diretoria do SINTEST

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Professores e servidores reclamam do governo na 'Tribuna Livre'


O professor Jucelho Dantas (foto), coordenador da Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs) e a servidora Conceição Dantas, representante do Sindicato dos Servidores Técnicos e Administrativos dan UEFS ocuparam a Tribuna Livre na Câmara de Vereadores na manhã desta quarta-feira.

O representante dos professores pediu aos vereadores que produzam e encaminhem um documento ao governador Jaques Wagner solicitando, em nome do Poder Legislativo feirense, que ele acelere o processo de negociação com os professores em greve, a fim de que as reivindicações dos docentes sejam atendidas e as aulas retomadas com a maior brevidade possível.

Já a servidora Conceição Dantas comunicou que os servidores suspenderam as atividades da Uefs por 48 horas (hoje e amanhã), a exemplo do que já havia acontecido na semana passada e apresentou as reivindicações da categoria.


Fonte: www.blogdafeira.com.br

terça-feira, 17 de maio de 2011

Depoimento da professora Amanda Gurgel

O descaso com a EDUCAÇÃO é geral
Infelizmente essa é a triste da Educação no Brasil. O discurso cabe na Bahia totalmente.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Programação SINTEST

Prezados Servidores Técnicos e comunidade em geral,

O Sintest informa que paralisaremos nossas atividades nos dias 18 e 19 de maio e convoca a tod@s os servidores para as seguintes atividades:
Quarta (18/05) às 09h - Concentração na Câmara de Vereadores e Ato público em frente à Prefeitura Municipal. (levar chapéu de palha);
Quinta (19/05) as 14h - Assembléia Geral da Categoria, em frente ao Auditório Central, tendo como pauta avaliação do movimento e indicativo de greve;
Sexta (20/05) às 14h - Salvador: Ato Público unificado (UEFS/UNEB/UESC/UESB) em frente ao Iguatemi. (levar chapéu de palha / transporte saindo às 12h30 da  ADUFS); Obs: confirme sua participação enviado seu nome e número da identidade até quinta meio dia ou por e-mail ou por telefone (75) 3224 8071.

Participe!!! Venha fortalecer e unificar a luta que é de todos e todas que fazem a UEFS!!!

Comissão de Mobilização / SINTEST

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Manifestação da ADUSC e AFUSC

A Associação dos Funcionários da UESC - AFUSC divulgou que participarão 
de uma manifestação em frente a prefeitura de Ilhéus apoiando a greve dos Professores. 
O objetivo é denunciar o descaso do governo com a classe dos docentes e técnicos.
O comando de greve da ADUSC (associação dos docentes da UESC) decidiu por uma
apresentação do coral dos professores grevistas (e convidados) na escadaria da prefeitura de Ilhéus.
Na ocasião, dedicarão todas as músicas ao ilustre governador Wagner Malvadeza.
O colega Eduardo Gross ficou de convidar a maestrina e outros colegas do coral da UESC
para reforçar o nosso coral. Não importa se somos desafinados ou não, o que importa é a mensagem descontraída e bem humorada que queremos passar para a população. 

E-mail enviado por Adilson Arouca, Coordenador da AFUSC

Convite - Posse Reitor e Vice-Reitor

A Universidade Estadual de Feira de Santana convida a comunidade para a posse do
reitor e do vice-reitor, respectivamente José Carlos Barreto de Santana e
Genival Corrêa de Souza. A solenidade será realizada no dia 16 de maio de 2011,
às 19 horas, no Auditório Central, campus universitário.
José Carlos Barreto, reitor reeleito, e Genival Corrêa de Souza, que substitui
ao atual vice-reitor Washington Almeida Moura, serão empossados para administrar
a Uefs no quadriênio 2011-2015.

FSA, 12/5/11
Ascom/Uefs.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Fotos assembléia - 03/05/2011

Os servidores em assembléia geral, com a participação de 90 técnicos definiram pela paralisação da categoria nos dias 11 e 12 de maio do ano corrente. Abaixo fotos da assembléia.



Vídeo da Assembléia, momento de votação.

 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Fotos paralisação









SERVIDORES DA UEFS MOBILIZADOS

Nesta quarta feira,  dia 11 de maio de 2011, os funcionários da UEFS se reuniram no portão principal da universidade para se manifestarem contra a política nefasta do governo Jaques Wagner de desvalorização e desrespeito aos servidores públicos estaduais, especialmente aos das IES baianas. No ato público foi servido um café da manhã coletivo e distribuído muitas bananas para protestar  e dizer ao governador: Chega de banaNada, movimento criado pelas quatro universidades estaduais baianas para denunciar  a  negação às  reivindicações  e direitos dos trabalhadores técnicos no ensino superior bem como o descumprimento dos  acordos assumidos com a categoria por este governo, a saber: Nada de salário digno; nada de regulamentação da lei 11.345; nada de negociação; nada de URV; nada de aumento do auxílio alimentação; nada de insalubridade; etc... Em seguida os servidores fizeram caminhada de protesto pelo campus, onde realizaram  apitaço. Passaram pelos setores da UEFS, informando e levando para toda a comunidade universitária a verdade nua, crua e cruel    das enormes dificuldades  sofridas pelos servidores. Foi distribuída uma carta aberta denunciando todo o descaso deste governo. O protesto terminou na Reitoria da UEFS, quando os servidores foram recebidos pelo Vice-Reitor que manifestou total apoio ao movimento da categoria ressaltando que só com a mobilização e a luta de todos os trabalhadores da Universidade será possível o alcance de melhores  condições e avanços significativos.
Este é o governo do Des...  DESRESPEITO, DESVALORIZAÇÃO, DESCASO, DESCUMPRIMENTO...
Assuma  você também esta luta que é de todos os servidores técnicos  da UEFS. Junte-se  e participe. O SINTEST somos todos nós!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sobre porcos, homens e a universidade pública na Bahia

Era uma vez uma fazenda em que os animais eram submetidos a um patrão egoísta e brutal. Após um levante, estes animais expulsaram o dono do lugar e instituíram, sob o comando dos porcos Napoleão e Bola de Neve, um regime que se pretendia solidário e igualitário. Com o passar dos anos, Napoleão trama um golpe contra Bola de Neve, expulsa-o da fazenda e instaura uma ditadura tão malévola, corrupta e bestial que alguns animais anelavam pelo tempo em que a Granja Solar era tocada pelo cruel Sr. Jones.
De fato, na obra “A Revolução dos Bichos” (Animal Farm), de George Orwell, não tardou mais do que seis anos para que o porco Napoleão, que já ocupava a casa do Sr. Jones, passasse a beber álcool, deturpar e violar sistematicamente os sete mandamentos do “animalismo”, ocupar a cama e vestir as roupas do seu ex-dono, andar sobre duas patas e, explorando à total exaustão os demais animais, negociar a produção da fazenda com os humanos em benefício próprio.
A tinta de Orwell versa sobre a Revolução Bolchevique de 1917 e sua degeneração na ditadura de Stálin. É uma fábula que, para além de retratar de forma alegórica uma circunstância histórica específica, trata mais abstratamente dos processos de dominação que advêm do poder formal, independentemente da coloração ideológica que o emoldura. Nesse sentido, a metáfora orwelliana poderia ser transposta e inspirar o entendimento de contextos outros, em tempos e espaços diversos daqueles em fora originalmente concebida. Um desses cenários, em particular, apresenta similitudes espantosas. Falo do Estado da Bahia, no ano de 2011.
A Bahia, como se sabe, foi governada por quase 30 anos por um grupo político que comandava orgânica e hegemonicamente praticamente todas as instâncias formais da vida civil, servindo-se das mesmas táticas de propaganda, censura, perseguição, privilégios e controle social modeladas no fascismo italiano, e cujo artífice, mentor e chefe supremo foi o temido prefeito biônico, governador e senador Antônio Carlos Magalhães – ou Toninho Malvadeza para os movimentos sociais, sindicatos, jornalistas, políticos de esquerda e toda a ampla gama de gente que padeceu sob os cassetetes dos seus comandados.
ACM viveu ainda para, estupefato, amargar uma derrota acachapante nas urnas, em 2006, com a eleição de Jaques Wagner (PT) para o governo do Estado, sindicalista ligado à indústria petroquímica. A vitória de Wagner deu-se, portanto, pela irrevogável vontade popular de dar cabo ao império carlista e à ingerência dos seus caprichos sobre a coisa pública. E então fez-se a luz, a grande surpresa das eleições gerais de 2006 no Brasil: o novo, o fim de uma era obscura e autoritária: emerge o “governo de todos nós”.
Mas não tardou, para desapontamento dos trabalhadores baianos, que o “governo de todos nós” logo se transformasse no “governo de todos os nós”: o nó da segurança pública, o nó da saúde, o nó da educação... Triste Bahia. Pobre educação baiana. Neste exato momento todas as quatro universidades estaduais se encontram em greve por tempo indeterminado, num movimento unificado cujos pleitos, comum a todas, são velhos conhecidos de cada um dos governadores que passaram pelo Palácio de Ondina: melhoria das condições trabalho, mais recursos para a educação, respeito aos servidores.
Concretamente, o governo Wagner, a partir de um decreto (12.583) e uma portaria, re-emitidos em fevereiro, de um só tacão promove a inanição financeira das instituições, com o estrangulamento das suas atividades fins, e solapa a autonomia universitária ao transferir para a tecnocracia do estado uma miríade de resoluções ordinárias que desde sempre coube às universidades fazê-lo, em função de suas próprias dinâmicas, tornando as ações de progressão laboral, concurso público, alocação de recursos para atividades extensionstas e de pesquisa, ou mesmo a compra de pipetas, luvas e sabão um verdadeiro pesadelo kafkiano.
No campo da negociação salarial, os acordos que vinham sendo pacientemente engendrados há mais de um ano foram suspensos unilateralmente com a chamada “cláusula da mordaça”, que textualmente vincula a incorporação de direitos trabalhistas ao impedimento dos docentes de pleitear qualquer demanda salarial até 2015. Sobretudo, as normativas do governo Wagner representam uma excrescência legal, e no limite a própria suspensão do Estado de Direito: o dito decreto e seus apêndices violam frontal e acintosamente a Constituição do Estado da Bahia, especificamente no seu capítulo XIII, artigo 262, que rege sobre a autonomia didático-científica, administrativa, de gestão financeira e patrimonial das suas universidades estaduais.
É notável que o contingenciamento de recursos para a educação superior se dê num contexto de bonança da economia baiana, com um aumento de PIB na monta de 7,5% em 2010. Portanto, injustificável sob o ponto de vista econômico. E mais ainda sob o ponto de vista político e jurídico, posto que a intervenção do Estado nas universidades, a subtração evidente da sua autonomia, é um assalto à legalidade e um retrocesso que é a concretização extemporânea de um velho sonho carlista: uma Bahia de joelhos, acéfala, obediente às volições imperiais do seu déspota, esclarecido ou não.
Do Palácio de Ondina à Granja Solar. Desde a primeira eleição de Jaques Wagner ao presente se tem, curiosamente, o mesmo lapso de tempo em que se deu, na fábula Orwell, a transformação do militante Napoleão num tirano incontrolável. Pois que, gradualmente, os mesmos instrumentos de dominação da repulsiva era ACM são reabilitados aqui e ali pelos “companheiros de luta” ora ocupantes do Palácio de Ondina: o contingenciamento de recursos, a propaganda, os privilégios, a recusa da negociação, o corte de salários, as ameaças, o terror. A peça final dessa transformação grotesca se deu com o corte de salários dos professores e a troca da negociação pela propaganda. De fato, o PT da Bahia tem demonstrado ser um aluno exemplar e vem aplicando sistematicamente os ensinamentos da escola de terror da era ACM:
Pois agora se sabe que o novo já nasceu velho e não se sabe mais qual diferença entre ACM e Jaques Wagner. Ambos se igualam no tratamento dispensado aos amigos, à publicidade e aos trabalhadores do Estado da Bahia. Triste Bahia. Donde cabem à perfeição as palavras finais da obra de George Orwell: “mas já se tornara impossível distinguir quem era homem quem era porco.”
Roque Pinto
Doutor em antropologia, professor da Universidade Estadual de Santa Cruz.

CARTA ABERTA

AOS SERVIDORES TÉCNICOS DA UEFS

Você também está cansad@ de:

Nada de Recomposição Salarial!
Nada de Regulamentação da Lei 11.375!
Nada de Melhoria e Ampliação do Planserv!
Nada de Avanços nas Carreiras dos Técnicos e Auxiliares Administrativos!
Nada de Aumento no Auxílio Alimentação!
Nada de Revogação da Lei 7176/97!
Nada de Autonomia Universitária!
Nada de Pagamento da URP e URV!
Nada de Valorização dos Servidores!!!!!!!!

Então, digamos ao governador:

CHEGA DE BANANADA!!!!!!


PARTICIPEM!!!

AGENDA


11/05 - PARALISAÇÃO com café da manhã no pórtico
A partir das 7h e passagem nos setores
para mobilização da categoria.
12/05 - PARALISAÇÃO e Discussão do
Plano de Cargos e Salários.
13/05 - ASSEMBLÉIA

Com a seguinte pauta:
1- Informes
2- Avaliação do movimento
3- Indicativo de greve.


O sucesso desta LUTA depende da participação de TOD@S nós!
Comissão de mobilização SINTEST.

domingo, 8 de maio de 2011

Carta Aberta do Conselho Superior Universitário (Consu) da Uefs ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado da Bahia

Passados quase quatro anos, repete-se a situação de corte de salário dos docentes das universidades estaduais em decorrência da greve deflagrada nas quatro IES baianas. Mais uma vez, este Conselho solicita ao Governo a reabertura de negociações, se necessário, ampliando a participação de atores interessados na superação do impasse.
Assim como há quatro anos, o CONSU considera que a suspensão do pagamento dos salários fere a autonomia universitária. Considera, também, que essa autonomia tem sido comprometida na medida em que as IES são submetidas a condições conjunturais e estruturais adversas, que têm evidenciado constantes cenários de crise institucional.
Tais condições vividas pela UEFS não diferem, em essência, das que atingem as demais Universidades estaduais, e implicam limitações que prejudicam, de forma direta, a execução de suas atividades finalísticas e a implantação de seus projetos. Nesse contexto, pode-se assinalar:

·        Os recorrentes atrasos na liberação de recursos orçamentários programados, que provocam prejuízos nas contratações públicas de bens e serviços, repercutindo negativamente nas ações acadêmicas e na relação institucional com fornecedores e o público em geral;
·        A liberação de recursos financeiros, através do quadros de cotas mensais (qcm), concentrada nos últimos meses dos exercícios orçamentários anuais, gera insuficiência conjuntural que tem dificultado as atividades de planejamento e execução dos gastos;
·        A limitação formal de valores para a realização de processos licitatórios e contratação de obras públicas impede o cumprimento de cronogramas, dificultando o atendimento das necessidades infra-estruturais e acadêmicas;
·        O crescimento das atividades de ensino, pesquisa, extensão e cultura não tem sido acompanhado do necessário crescimento do quadro técnico específico das Universidades, na medida em que apenas estão sendo concedidas permissões para reposição de vagas;
·        A lentidão na apreciação de processos de mudança de carga horária e regime de trabalho, enquadramento, progressão, promoção e aposentadoria de servidores técnicos e docentes, tem gerado insatisfações e protestos na comunidade universitária;
·        A morosidade na regulamentação da carreira dos servidores técnicos tem provocado insatisfação geral e motivado perdas de servidores, que optam por outras carreiras ou atividades financeiramente mais atrativas;
·        Malgrado o visível crescimento e qualificação das ações institucionais em todos os níveis (ensino, pesquisa, pós-graduação, extensão e cultura), a remuneração dos docentes das IES estaduais, entre as menores do país, tem compelido o movimento docente a greves, e determinado a perda de profissionais qualificados, atraídos que são por melhores oportunidades em outras instituições.
No dia 03 de julho de 2007, em reunião convocada para discutir o momento político-institucional vivido pela UEFS e as demais universidades estaduais, com corte de salário dos professores em decorrência da greve decretada pelos docentes em 28 de maio daquele ano, este Conselho Superior emitiu uma Carta Aberta ao Excelentíssimo Governador, a qual, além de referendar uma “Nota Pública” assinada pela Reitoria da UEFS, assim se pronunciava sobre aquela conjuntura:
O CONSU não aceita o ato de suspensão do pagamento dos salários dos professores, por entender que este se constituiu, de fato, em uma intervenção direta sobre a autonomia desta Instituição. Neste sentido, apela a Vossa Excelência para que seja providenciado o imediato pagamento dos salários, em respeito à AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA e ao necessário processo de negociação com os docentes.   O CONSU entende que a educação deve ser assumida, de fato, como prioridade de Governo. Por isso, destaca a importância de soluções negociadas para os impasses que se apresentam e que ameaçam a NORMALIDADE INSTITUCIONAL. Por outro lado, entende que a atividade sindical é fundamental para a construção e manutenção do processo democrático de uma sociedade, devendo, portanto, ser respeitada. Daí reafirma a importância da retomada das negociações. Sem dúvida, a autonomia é prerrogativa fundamental para o desenvolvimento de uma Instituição Universitária, e sob nenhum pretexto deve ser desrespeitada. O CONSU, entendendo a gravidade do momento, reitera o caminho do diálogo e do entendimento e buscará a ampliação dos espaços de negociação, envolvendo também interlocutores na sociedade civil, na perspectiva de superação dessa crise. Feira de Santana, 03 de julho de 2007.
Por considerar a homologia dos contextos, este Conselho Universitário ratifica os termos do texto transcrito e reitera o seu apelo para uma solução imediata do impasse, ao tempo em que solicita que seja pautada, nos fóruns competentes, uma discussão sobre o alcance e os limites da autonomia universitária prevista em lei.

Feira de Santana, 05 de maio de 2011.
Documento aprovado por unanimidade dos conselheiros presentes.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Perdas salariais mobilizam servidores estaduais

Descaso do governo estadual da Bahia

O nosso querido governador Jacques Wagner colocou uma pedra na divulgação do que está acontecendo com nossas universidades estaduais. Em completo descaso com o nível superior na Bahia, ele paga um dos piores salários do Nordeste aos professores universitários, e para piorar a situação, eis que o governo aprova um decreto que acaba com a independência das universidades.

Na prática, sofremos corte de verbas para as empresas públicas, o que impede a contratação de professores substitutos, impossibilitando a saída dos docentes para qualificação, e ainda a alteração no regime de trabalho de professores para Dedicação Exclusiva. Além disso, corta gastos com cursos, seminários, capacitação e treinamento dos servidores públicos, água, energia, xerox, telefone, ônibus e demais veículos da universidade, assinatura de revistas e jornais.

Ou seja, além de ter que lidar com péssimas estruturas, materiais de qualidade duvidosas e um descaso completo para com os nossos queridos mestres , agora ele quer inibir de vez o estudo superior. Querem que nós baianos esqueçamos dos nossos estudos e que sejamos apenas escravos do sistema , que não tenhamos consciência sobre nossos atos. Querem que sejamos apenas ferramentas para aumentar a renda do estado e diminuir a obrigação com eles.

Essa carta aberta pede a todos que a lerem que enviem para todos os contatos pois muito poucos sabem, mas as quatro universidades estaduais da Bahia estão em greve e os representantes do governo sequer aparecem nos encontros marcados para dar sua posição quanto as reivindicações e negociar as cláusulas da greve.

Peço a cada um que ler reenviar para todos os seus contatos. NÃO FIQUE QUIETO, NÃO DEIXE O GOVERNO NOS ALIENAR , NÃO É UMA CRÍTICA PARTIDARIA É UMA CRITICA AO COMPLETO DESCASO DO NOSSO GOVERNO COM OS NOSSOS ESTUDOS.

Carta recebida da seguinte estudante por e-mail:

Dayse Alessandra A. Silva
Graduanda em Ciências Farmacêuticas - UEFS
Técnica em Design Gráfico - CETEB
dayse.aasilva@hotmail.com

CARTA ABERTA AOS SERVIDORES TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UEFS

A LUTA PELA REVOGAÇÃO DO DECRETO TAMBÉM É NOSSA!
Convidamos todos os servidores da UEFS para refletir sobre a situação atual da categoria. Vivenciamos um período de estagnação do nosso movimento, temos dificuldades para nos organizar, entretanto vivenciamos todos os dias os problemas referentes aos servidores se acumularem. A histórica reivindicação do pagamento da URV nunca foi alcançada, nossos salários não têm aumento real há anos, subindo apenas o suficiente para não ficar abaixo do salário mínimo. Os auxiliares administrativos permanecem fora do plano de cargos e salários que ainda nem foi regulamentado e os servidores técnicos relotados continua sem perspectivas de crescimento. Além disso, há morosidade na análise dos processos de insalubridade e neste ano fomos atacados com mais uma das artimanhas deste governo: o Decreto 12.583/11 e a Portaria Conjunta 001/11. Este Decreto e Portaria afeta diretamente os servidores nos pontos:
Será vetada a reestruturação ou qualquer revisão de planos de cargos e salários dos servidores;
Suspensão da concessão de afastamentos de servidores públicos para
realização de cursos de aperfeiçoamento ou outros que demandem substituição.
Suspensão do aumento na cota das Gratificações por Condições Especiais de
Trabalho – CET e Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva – RTI
Suspensão de convocações de concursados;
Redução de verbas destinadas às viagens, realização ou contratação de cursos, seminários e outros, incluindo, passagens, diárias, deslocamentos, etc.;
Suspensão de despesas de contratos de locação e de prestação de serviço;
Suspensão de aquisição de bens;
Suspensão de despesas com recepções, hospedagem e solenidades;
Suspensão de serviços de Discagem Direta à Distância - DDD e Discagem Direta Internacional – DDI;
Suspensão de serviços de postagem e reprografia;
Redução de gastos com a frota de veículos oficiais;
Redução de gastos com água e energia.
Todos esses cortes atingem de maneira drástica o funcionamento da Universidade, permitindo a conseqüente evasão de pessoal qualificado: Técnicos e Docentes. Entendemos que para garantir as conquistas que almejamos será exigido um esforço de mobilização da categoria. É por isso que não devemos continuar na passividade, no comodismo, como se o dever da participação, do enfretamento fosse de poucos, precisamos nos conscientizar que este papel cabe a cada um de nós, a luta só será possível se contar com a participação coletiva de todos os servidores Técnicos, nos tornando uma categoria forte e unida.

“Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas,
mas jamais conseguirão deter a primavera inteira.”
Che Guevara.

Protesto: Professores retiram a barba, contra o autoritarimo do Governo Wagner



Os professores da Universidade Estadual de Feira Estadual (Uefs) fizeram um protesto em frente à Prefeitura Municipal de Feira de Santana na manhã desta sexta-feira (6) ao retiraram a barba fazendo referência ao governador Jacques Wagner. Neste domingo (8), o governador vai tirar sua barba por R$ 500 mil através de um acordo que fez com a Gillete.

Professor Uzeda, fazendo a barba.
A greve dos professores já dura quase um mês e prejudica cerca de 60 mil alunos. Segundo a Associação dos Docentes da Universidade de Feira de Santana (Adufs), a categoria quer a retirada de uma cláusula do acordo salarial 2010 que impede melhorias salariais pelos próximos quatro anos e a revogação do Decreto 12.583/11 que reduz os gastos públicos no ano de 2011.

Ainda de acordo com informações da Adufs, por enquanto, o governo enviou uma resposta oficial aos representantes dos professores na qual mantém a cláusula e afirma só assinar o acordo salarial após a categoria sair da greve. Informações do Correio.

Os servidores Técnicos também participaram da manifestação, prestando apoio aos professores e protestando contra o autoritarismo do Governo Wagner.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A luta continua: Sintest dá posse aos coordenadores eleitos para biênio 2011-2013

No dia 08 de Abril de 2011, tomou posse a nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau - SINTEST / BA. A Diretoria é formada por membros dos servidores Técnicos da UEFS e da UNEB.

A Diretoria reafirmou o compromisso de lutar pelos direitos do Técnicos da IES Bahiana, defendendo a categoria, focando a melhoria das condições de trabalho e vida de seus associados. Elencou também várias bandeiras de luta, como aumento salarial (auxiliares, técnicos e analistas), regulamentação da carreira, URV, isonomia para servidores relotados, entre outros.

Edson Pinto e Deibson Cavalcanti - Coordenação Geral SINTEST UNEB / UEFS


Deibson Cavalcanti salientou que o maior desafio será unificar a luta entre as Quatro Estaduais Bahianas(UEFS, UNEB, UESC e UESB), fortalecendo assim o movimento. Destacou a importância da categoria seguir unida, para que a combatividade e defesa dos interesses continue de forma intransigente e que continuarão lutando pela autonomia universitária e defesa das Universidades.


Mesa da Solenidade de Posse

Edson Pinto, disse que esse  momento de posse consolida a parceria, já vitoriosa, que existe entre as coordenações do Sintest na UNEB e na UEFS. Temos o desafio de continuar representando cada um dos servidores e batalhando em conjunto pelo reconhecimento, respeito e motivação de nossa categoria.

Na mesa de posse estavam presentes o presidente da Associação dos Ex-Alunos (Unex) da universidade, Leonardo Cunha, os Coordenadores Gerais Edson Pinto e Deibson Cavalcanti, o Magnífico Reitor Prof. Valentim, o representante do DCE da UNEB, Sr. Roque Lima e a representante da ADUNEB, Profa. Maria do Socorro.



PARALISAÇÃO DOS TÉCNICOS DA UEFS

Os Servidores Técnicos da UEFS reunidos em Assembléia no dia 03/05 deliberaram paralisação nos dias 11 e 12/05 em advertência ao Governo Wagner, pelo descaso com a Educação Superior, contra o autoritarismo, quebra de autonomia e não abertura de negociação junto à categoria.

Repudiamos o corte de salários imposto pelo Governo Wagner aos Docentes das Universidades Estaduais Baianas. Atitude que fere a dignidade do trabalhador e o direito de greve.

Nosso movimento é em prol de melhores condições de trabalhos, salários mais dignos, contra o Decreto 12.583/11 e Portaria 01/2011 que limitam a autonomia Universitária.